Terminou, finalmente, uma série de tempestades que assolaram Portugal.
Vivemos, mais uns que outros, o terror que, até hoje, apenas era visível na televisão e que se passava lá longe.
Com esta experiência que vivenciámos, devemos aprender diversas coisas…
Vivemos todos no mesmo mundo!
Dependemos uns dos outros!
As consequências das nossas ações contra o ambiente estão cada vez mais percetíveis e já ninguém consegue desviar a necessidade de tomar medidas drásticas!
Quando queremos, somos capazes de uma entreajuda sem medida!
O mundo sofre por nossa causa! O mundo é o principal lesado nesta tragédia!
Não somos capazes de lutar contra a fúria do meio ambiente!
Devemos respeitar o local que habitamos, o ambiente que nos envolve, a fauna e flora que nos acolhe. Estamos a maltratar aquilo que de mais precioso temos, a nossa casa comum.
Devemos pedir perdão, e começar uma luta que tente reverter e sarar as feriadas que têm sido infligidas contra o planeta.
Os sinais são muitos, cada vez mais frequente e intensos de que caminhamos a alta velocidade para o abismo. Todo as certezas que tínhamos até aqui foram levadas pela água. Tudo o que parecia intocável foi varrido pelo vento.
Com tudo isto, mudemos de hábitos ambientais, percebamos que devemos tratar da nossa casa comum e dos nossos irmãos dia-a-dia, não só quando as tragédias acontecem… pois é assim eu elas se evitam.
É imperativo criar uma cultura de proteção ambiental nos mais novos, futuro do nosso planeta. Investir na sua formação enquanto pessoas individuais e pertencentes a uma comunidade.
Todos dependemos de todos. Tudo o que aconteceu deita por terra as teorias mais ou menos egocêntricas.
Neste mundo não existem “eu”, só existe um “nós”!
Raquel Assis, in Voz de Lamego, ano 96/14, n.º 4839, de 25 de fevereiro de 2026.



