Vivemos apressados.
Apressados para comer, para ir para o trabalho, para regressar a casa, para ir às compras, para chegar a determinado objetivo, para fazer desporto, para ir tomar café, para dormir, para acordar…
Não vivemos, somos apenas almas apressadas para fazer um ‘muito’ que não nos enche, que não nos preenche.
Somos um vazio, um nada, um balão que, pelas paredes, aparenta ser muito, mas basta um pequeno furo para virar um pouco mais do que nada.
A riqueza de viver em Cristo é a possibilidade se sermos sacos cheios de amor, de concretização, de bondade, de humildade, de bom senso, de simplicidade…
Algo moroso, é certo, mas uma verdadeira riqueza que nos enche, que nos preenche e permite transbordar para os nossos irmãos que nos rodeiam.
A falta de tempo, a tristeza, o cansaço, as falhas em atingir objetivos, nada disso existe! Existe numa forma apressada de viver que nos impede de ser, de sentir, de cheirar, de ouvir.
Somos muito mais do que uma correria constante! Somos mais do que balões insuflados de ar, grandes e frágeis. Podemos ser verdadeiras rochas, sólidas nos ensinamentos de Deus e que constroem caminho para Ele.
A vida é muito mais do que aquilo que muitos nos querem fazer acreditar!
Acreditemos em Deus, sejamos seres cheios, e não apenas seres apressados para atingir uma falsa felicidade.
Raquel Assis, in Voz de Lamego, ano 95/49, n.º 4826, de 12 de novembro de 2025



