No passado dia 7 de junho, fomos ao encontro de Deus para desse modo “encerrar” a catequese no Sr. da Boa Sorte. Escrevo o verbo entre aspas porque a catequese nunca se fecha verdadeiramente, continua para lá das salas do salão paroquial e perdura no tempo depois do último dia formal de catequese.
A Paróquia de Vila Nova de Paiva festejou em alegria o culminar de um ano, envolvida pela Natureza, tão bem alinhada com o apelo à preservação tantas vezes recordado pela Igreja, desde São Francisco de Assis até aos mais recentes ensinamentos dos Papas.
A tarde começou com a celebração de uma eucaristia, eximiamente animada pelo Coro de Pais e pelo Grupo Allegro. Em uníssono cantaram-se a felicidade, a esperança e o Amor.
Aproveito este espaço para recordar as palavras do Papa Francisco, proferidas a 28 de março de 2013: “O pastor deve ter o cheiro das ovelhas”. O Sr. Padre Justino Lopes é o nosso Pastor, sem o qual não haveria tanta fé, alegria e encontros como este. Infinitamente pequenas são as oferendas que lhe possamos dar para agradecer tudo o que faz por nós, mas estou certa de que o que vivemos em conjunto no domingo, reflete de algum modo aquilo que lhe queremos agradecer: a liberdade, a confiança e a dedicação diária às suas ovelhas. Que Deus lhe dê saúde e força para continuar a caminhar connosco!
Durante a Eucaristia, destacou-se um símbolo particularmente significativo: a rede. À medida que as crianças, com a ajuda da catequista, iam apresentando palavras como “Partilha”, “Amor”, “Família”, “Comunidade” e “Missão”, estas eram colocadas na rede e ali permaneciam, firmes ao vento. A rede representava Deus, a família e a própria Paróquia: um lugar que acolhe, sustenta e une cada um de nós.
Nesta festa da família também teve lugar uma bonita e merecida homenagem aos catequistas, que, semana após semana, oferecem o seu tempo, a sua dedicação e a sua fé para trilharem em conjunto o caminho da fé, dos mais pequenos.
O programa, completamente dedicado às crianças, prosseguiu com um lanche partilhado, insufláveis, pinturas faciais e jogos tradicionais. No lanche partilhado, para o qual todos contribuíram de alguma forma, sentimos a generosidade de dar sem esperar nada em troca e a alegria de partilhar o que temos com os outros. Este momento foi a confirmação de que a Paróquia é mesmo uma família, na qual se dissolvem todos os dissensos, onde os problemas pessoais e profissionais parecem ficar suspensos por alguns instantes, e que bom é!
No olhar das crianças vimos a felicidade de poderem partilhar este momento com os amigos, irmãos, pais e avós. Porque os fins são assim: felizes se vividos coletivamente. E porque, na verdade, este não foi um fim, mas apenas mais uma etapa do caminho de fé que continua a ser percorrido em comunidade.
«São as pessoas concretas que contam: cada uma delas e as suas famílias.» (Papa Leão XIV, Magnifica Humanitas).
Maria João dos Santos, in Voz de Lamego, ano 96/31, n.º 4856, de 24 de junho de 2026



